Dado ao facto de termos tentado fazer os questionários e por falta de inquiridos ter-mos desistimos, como explica os postes anteriores no blogue, nós decidimos fazer uma pequena reflexão sobre as conversas que tivemos com os inquiridos.
Eram todos homens e com idades acima dos 40. Todos frequentavam este lugar regularmente e sempre mais do que 5 horas por dia. Numa das perguntas questionava-se se o local apresentava condições para a sua utilização, esta pergunta teve como resposta, sim! Segundo os testemunhos, o que estava no local anteriormente era muito pior! Testemunharam que no lugar das casas de madeira dos pescadores que se encontram lá neste momento, estava terra e que as casas de madeira eram barracas que estavam em degradação junto á muralha destruindo o património nacional.
A seguinte pergunta era se o local era bem frequentado, bem as respostas que obtivemos eram de se esperar! Um senhor esteve a contar assaltos, brigas entre grupos de bairros, destruição de património, em que haviam grafiters por todo o lado e até brigas com turistas ao meio-dia onde ninguém espera ser surpreendido.
Uma outra pergunta realizada era se gostava que a requalificação englobando as esculturas desse a entender o mercado que outrora existia ali, ou outra coisa que nada tivesse a ver, as respostas eram de se entender: não valia a pena fazer nada ali pois como aquilo estava agora em menos de nada estaria tudo vandalizado ou era melhor não fazer porque não haveria interesse das pessoas porque o sítio era muito mau frequentado. Por último mostramos as nossas ideias e, enfim, todos acharam engraçado e bonito mas todos abanaram a cabeça em sinal de desaprovação.
Em conclusão aquele é um lugar muito utilizado pelos pescadores, trabalhadores turísticos e também pelos turistas, mas o local não apresenta qualquer segurança a quem trabalhar ou passa por lá. As casas, que são arrecadações dos pescadores, não têm outro sítio para estar, segundo essas pessoas que sempre trabalharam lá. Depois destas conclusões o grupo irá juntar se e decidir o que fazer com estas informações adicionais sobre o local, apesar de poucas!
Patrícia
sábado, 23 de maio de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Problemas com os inquéritos realizados
Na passada Sexta-Feira, dia 15 de Maio foi publicado no blog, um exemplar do nosso inquérito, realizado pela Patrícia, visto que os inquéritos tinham sido elaborados e que gostaríamos de saber a opinião das pessoas resolvemos “dar corda aos sapatos” e irmos para o local de trabalho, então na Quarta-Feira dia 20 de Maio estávamos as quatro a tentar fazer inquéritos ás pessoas que passavam. Foi um fracasso! Praticamente todas as pessoas que lá passavam eram estrangeiras e não conheciam o local, visto que estavam somente de passagem, então depois de bastante tempo de espera apareceu um senhor Português ao qual resolvemos fazer o inquérito, anotámos as suas opiniões e agradecemos o seu contributo, mais tarde chega um senhor um pouco mais velho que se dirigia a uma das casinhas de madeira, fomos logo tentar fazer com que ele também colaborasse. Fizemos o inquérito ao senhor e a sua opinião foi completamente diferente da do outro senhor, uma vez que este era pescador e para ele aquelas casinhas estavam no sítio ideal!
Depois fez-se a hora da aula de desenho e já com um grande escaldão em cima, podèmos concluir que os inquéritos tinham sido um fracasso! Mesmo assim e como queríamos obter mais resultados, eu e a Patrícia na Quinta-Feira dia 21 de Maio (hoje) de manhã, dirigimo-nos de novo ao local, a fim de obter mais informação, mais uma vez foi um fracasso, não apareceu ninguém a quem pudéssemos fazer o questionário, as únicas pessoas que por ali passaram foram um grupo de idosos Espanhóis que iam em excursão para os barcos que fazem viagens pela ria e bastantes estrangeiros que por ali passavam!
Visto que o nosso esboço foi em vão, e que os inquéritos foram um fracasso, pensámos em fazer a alguns colegas da turma que conhecem o local e passam por lá algumas vezes, só assim teremos informação suficiente para podermos realizar uma estatística!
Um á parte:
Em todo o tempo que passámos neste últimos dias no local a fazer os inquéritos, deparámo-nos com uma questão que não tinha sido ainda bem saliente! A poluição sonora! Apesar do comboio que passa por lá de 45 em 45 minutos ainda existem os aviões constantemente a aterrar! Isto é: praticamente de 5 em 5 minutos!! O que é um aspecto a apontar no contexto do trabalho.
Vanessa
Depois fez-se a hora da aula de desenho e já com um grande escaldão em cima, podèmos concluir que os inquéritos tinham sido um fracasso! Mesmo assim e como queríamos obter mais resultados, eu e a Patrícia na Quinta-Feira dia 21 de Maio (hoje) de manhã, dirigimo-nos de novo ao local, a fim de obter mais informação, mais uma vez foi um fracasso, não apareceu ninguém a quem pudéssemos fazer o questionário, as únicas pessoas que por ali passaram foram um grupo de idosos Espanhóis que iam em excursão para os barcos que fazem viagens pela ria e bastantes estrangeiros que por ali passavam!
Visto que o nosso esboço foi em vão, e que os inquéritos foram um fracasso, pensámos em fazer a alguns colegas da turma que conhecem o local e passam por lá algumas vezes, só assim teremos informação suficiente para podermos realizar uma estatística!
Um á parte:
Em todo o tempo que passámos neste últimos dias no local a fazer os inquéritos, deparámo-nos com uma questão que não tinha sido ainda bem saliente! A poluição sonora! Apesar do comboio que passa por lá de 45 em 45 minutos ainda existem os aviões constantemente a aterrar! Isto é: praticamente de 5 em 5 minutos!! O que é um aspecto a apontar no contexto do trabalho.
Vanessa
terça-feira, 19 de maio de 2009
Problemas e carências do local
Numa primeira abordagem visual e no decorrer do levantamento fotográfico fomos identificando algumas carências do local. Para além do estacionamento indevido numa área que se pretende pedestre, deparamo-nos com outra situação, as casas de madeira de apoio aos pescadores, que teriam um carácter provisório, não fosse o facto de lá permanecerem em estado de degradação, condicionando fortemente o espaço.
Existem vestígios de uma anterior intervenção, que sugerem um espaço de estar, de passeio, mas que pelo estado degradado e vandalizado, não convida ninguém a lá ficar ou a usufruir dele.
Para além destas situações existem ainda as deficiências a nível de iluminação, de degradação dos caixotes do lixo, para além do vandalismo estampado nas paredes e um pouco por toda a praceta.
Linha orientadora
Desta forma estabelecemos que não faria sentido uma intervenção sem a reabilitação da área. Parece-nos evidente que tenham que se criar condições para que a intervenção resulte.
Tendo em conta o contexto em que o espaço se insere, numa zona histórica, junto da muralha e com uma vista privilegiada sobre a ria, pareceu-nos importante manter o propósito da anterior intervenção, até porque a cidade não tem muitos espaços de estar, ao ar livre, dedicados inteiramente às pessoas. Surgiu assim a base sobre a qual íamos desenvolver o nosso projecto.
Pesquisa e crítica
Ao longo do processo de pesquisa fomos percebendo a importância histórica e estratégica do local, a funcionalidade, a movimentação de pessoas e mercadorias na zona e nas suas imediações, que se perderam ao longo dos tempos, ao longo do crescimento da cidade, que potenciou fortemente a descentralização da zona histórica. Durante muito tempo no local se efectuou o mercado das verduras, do qual tentamos obter algum registo, mas sem sucesso.
Aliás, foi uma busca árdua e desgastante esta, de tentarmos obter mais informações ou registos através das entidades que, supostamente, tinham competências para o fazer.
O que é certo é que para além do que conseguimos através dos nossos próprios meios, quer através da internet, da biblioteca Municipal Ramos Rosa ou das várias bibliotecas da Universidade, não conseguimos mais nada a não ser, uma entrada directa para jogo do empurra. Tivemos contacto visual com fotografias que documentavam o mercado das verduras, mas para podermos aceder-lhes tivemos de pedir autorização por e-mail, ao qual não nos foi dada resposta, nem sequer negativa.
Entre o “ping-pong” que fizemos do Museu para a Câmara e da Câmara para o Museu percebemos que no Museu se faz muito pouco serviço informativo e educativo sobre a história da zona. Concluímos então que o nosso grupo tinha um conceito de Museu muito diferente da realidade dos factos.
No que diz respeito à Câmara, mais precisamente ao departamento de obras, disseram-nos que ali não íamos conseguir informações e muito menos um levantamento da zona, uma vez que não tinham nada a ver com o espaço. Concluímos assim que o nosso espaço é terra de ninguém, ninguém sabe, ninguém viu, a documentação da anterior intervenção não existe, não existe um levantamento da área, logo pareceu-nos pertinente passarmos directamente à acção e começar a intervir já no espaço, porque assim sendo podemos lá fazer o que quisermos que não temos de prestar contas a ninguém.
Bem, ironia à parte, existe uma evidente má vontade em colaborar, em informar, em esclarecer, mas existe um à vontade extraordinário em passar a batata quente.
Conceito
Decidimos então que iríamos fazer uma ligação ao passado, pegando no conceito do mercado das verduras, transportando-o aos dias de hoje, sob a forma de um espaço de estar e fazendo também a correspondência com a tradição pesqueira, pela proximidade da ria, conectando assim a terra e o mar.
Outra das questões que suscitou dúvidas foi que tipo de intervenção se adequaria ao espaço, mas percebemos logo que podíamos apanhar boleia da necessidade de reabilitação do local e em vez de intervirmos sob forma de uma ou mais esculturas decorativas, intervirmos artisticamente em todos os componentes deste projecto, desde os bancos aos caixotes de lixo, ou seja, o nosso projecto é no fundo a reabilitação do local de uma forma artística. Em vez de criarmos um grande elemento artístico, repartimos a vertente artística por todos os elementos que são necessários.
Público alvo
Outra das necessidades que se foi revelando aos poucos, pelo olhar atento e crítico que temos dispendido à cidade em busca de carências ou falhas, foi a inexistência de um espaço para a família, sobretudo que privilegie as crianças, um espaço lúdico, onde a família possa usufruir do espaço, da paisagem e onde as crianças se entretenham de forma educativa.
Esta ideia vem na sequência da movimentação de crianças e adolescentes na zona, devido ao Centro de Ciência Viva, sendo que para além do centro não lhes é oferecido mais nada naquela zona.
A juventude é difícil de agarrar a alguma coisa e talvez tenha sido esse o factor que nos suscitou mais interesse, deu-nos uma certa motivação. O objectivo é fazer com que as pessoas se desloquem ao local para passarem um bom momento, e aquelas que só iam de passagem sintam vontade de ficar, e as crianças que se desloquem ao Centro de Ciência Viva possam o lá ir fazer a merenda e se interessem pelo exterior, pelo ar livre.
M.F.
Numa primeira abordagem visual e no decorrer do levantamento fotográfico fomos identificando algumas carências do local. Para além do estacionamento indevido numa área que se pretende pedestre, deparamo-nos com outra situação, as casas de madeira de apoio aos pescadores, que teriam um carácter provisório, não fosse o facto de lá permanecerem em estado de degradação, condicionando fortemente o espaço.
Existem vestígios de uma anterior intervenção, que sugerem um espaço de estar, de passeio, mas que pelo estado degradado e vandalizado, não convida ninguém a lá ficar ou a usufruir dele.
Para além destas situações existem ainda as deficiências a nível de iluminação, de degradação dos caixotes do lixo, para além do vandalismo estampado nas paredes e um pouco por toda a praceta.
Linha orientadora
Desta forma estabelecemos que não faria sentido uma intervenção sem a reabilitação da área. Parece-nos evidente que tenham que se criar condições para que a intervenção resulte.
Tendo em conta o contexto em que o espaço se insere, numa zona histórica, junto da muralha e com uma vista privilegiada sobre a ria, pareceu-nos importante manter o propósito da anterior intervenção, até porque a cidade não tem muitos espaços de estar, ao ar livre, dedicados inteiramente às pessoas. Surgiu assim a base sobre a qual íamos desenvolver o nosso projecto.
Pesquisa e crítica
Ao longo do processo de pesquisa fomos percebendo a importância histórica e estratégica do local, a funcionalidade, a movimentação de pessoas e mercadorias na zona e nas suas imediações, que se perderam ao longo dos tempos, ao longo do crescimento da cidade, que potenciou fortemente a descentralização da zona histórica. Durante muito tempo no local se efectuou o mercado das verduras, do qual tentamos obter algum registo, mas sem sucesso.
Aliás, foi uma busca árdua e desgastante esta, de tentarmos obter mais informações ou registos através das entidades que, supostamente, tinham competências para o fazer.
O que é certo é que para além do que conseguimos através dos nossos próprios meios, quer através da internet, da biblioteca Municipal Ramos Rosa ou das várias bibliotecas da Universidade, não conseguimos mais nada a não ser, uma entrada directa para jogo do empurra. Tivemos contacto visual com fotografias que documentavam o mercado das verduras, mas para podermos aceder-lhes tivemos de pedir autorização por e-mail, ao qual não nos foi dada resposta, nem sequer negativa.
Entre o “ping-pong” que fizemos do Museu para a Câmara e da Câmara para o Museu percebemos que no Museu se faz muito pouco serviço informativo e educativo sobre a história da zona. Concluímos então que o nosso grupo tinha um conceito de Museu muito diferente da realidade dos factos.
No que diz respeito à Câmara, mais precisamente ao departamento de obras, disseram-nos que ali não íamos conseguir informações e muito menos um levantamento da zona, uma vez que não tinham nada a ver com o espaço. Concluímos assim que o nosso espaço é terra de ninguém, ninguém sabe, ninguém viu, a documentação da anterior intervenção não existe, não existe um levantamento da área, logo pareceu-nos pertinente passarmos directamente à acção e começar a intervir já no espaço, porque assim sendo podemos lá fazer o que quisermos que não temos de prestar contas a ninguém.
Bem, ironia à parte, existe uma evidente má vontade em colaborar, em informar, em esclarecer, mas existe um à vontade extraordinário em passar a batata quente.
Conceito
Decidimos então que iríamos fazer uma ligação ao passado, pegando no conceito do mercado das verduras, transportando-o aos dias de hoje, sob a forma de um espaço de estar e fazendo também a correspondência com a tradição pesqueira, pela proximidade da ria, conectando assim a terra e o mar.
Outra das questões que suscitou dúvidas foi que tipo de intervenção se adequaria ao espaço, mas percebemos logo que podíamos apanhar boleia da necessidade de reabilitação do local e em vez de intervirmos sob forma de uma ou mais esculturas decorativas, intervirmos artisticamente em todos os componentes deste projecto, desde os bancos aos caixotes de lixo, ou seja, o nosso projecto é no fundo a reabilitação do local de uma forma artística. Em vez de criarmos um grande elemento artístico, repartimos a vertente artística por todos os elementos que são necessários.
Público alvo
Outra das necessidades que se foi revelando aos poucos, pelo olhar atento e crítico que temos dispendido à cidade em busca de carências ou falhas, foi a inexistência de um espaço para a família, sobretudo que privilegie as crianças, um espaço lúdico, onde a família possa usufruir do espaço, da paisagem e onde as crianças se entretenham de forma educativa.
Esta ideia vem na sequência da movimentação de crianças e adolescentes na zona, devido ao Centro de Ciência Viva, sendo que para além do centro não lhes é oferecido mais nada naquela zona.
A juventude é difícil de agarrar a alguma coisa e talvez tenha sido esse o factor que nos suscitou mais interesse, deu-nos uma certa motivação. O objectivo é fazer com que as pessoas se desloquem ao local para passarem um bom momento, e aquelas que só iam de passagem sintam vontade de ficar, e as crianças que se desloquem ao Centro de Ciência Viva possam o lá ir fazer a merenda e se interessem pelo exterior, pelo ar livre.
M.F.
domingo, 17 de maio de 2009
Evoluções e transformações que o nosso trabalho sofreu.




Formato: Folhas de papel cavalinho A4Materiais: Lápis de carvão, lápis de cor e esferográfica preta.
Aqui mostro a evolução dos nosso trabalho e as diferentes ideias que tivemos até chegar onde chegámos!
Ao longo do trabalho que tem vindo a ser feito até a data, tem havido várias modificações, ajuntes ao que gostaríamos que aquele espaço fosse, de acordo com a história do local fomos adaptando as nossas ideias que sofreram várias modificações, até que chegámos á conclusão que os peixes não fariam qualquer sentido em estar presentes, desse modo consentrámo-nos apenas nos vegetais e esboçámos ideias para um espaço divertido e apelativo, até que chegámos a conclusão do que queríamos, assim fiz um novo esboço do espaço ideal e definitivo das nossas ideias.
Vanessa
2º. esboço concretizado
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